Calor extremo na África afeta dromedários e causa mortandade
Temperaturas elevadas provocam bolhas nas patas e queda de pelo nos animais, além de desidratação e doenças.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O calor extremo nos desertos da África tem afetado gravemente os dromedários, causando bolhas nas patas, lacrimejamento dos olhos e queda de pelos devido à areia escaldante, conforme relatos de criadores e estudos científicos divulgados pela BBC News Brasil e pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24).
Ali Umer, criador de camelos da cidade de Semera, na região de Afar, Etiópia, declarou à BBC que tem visto seus animais "sofrendo com o calor extremo" e que "só no último mês, perdi oito filhotes de camelo por causa do calor extremo. A situação ficou muito mais intensa e difícil".
Cientistas e profissionais de bem-estar animal apontam o estresse, a exaustão, a desidratação e o aumento da incidência de doenças como efeitos diretos do fenômeno. Um estudo de 2025, baseado na percepção de criadores no sul da Etiópia, indicou que "as mudanças climáticas e a variabilidade do clima afetaram a saúde, a produtividade e a capacidade reprodutiva dos camelos", segundo a Folha de S.Paulo.
Na Somália, um estudo publicado em junho mostrou que a mortalidade de camelos associada à seca se tornou uma crise generalizada, impactando cerca de 46% das famílias pastoras. A pesquisa ouviu quase 6 mil famílias e identificou que na região de Sool, a taxa de mortalidade atingiu "alarmantes" 73%.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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