Braskem pede recuperação extrajudicial para dívida de R$ 56 bi
A medida foi protocolada na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo para reestruturar passivos.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo. O objetivo é reestruturar dívidas que somam cerca de US$ 10,9 bilhões, ou aproximadamente R$ 56,2 bilhões.
A companhia informou ter assegurado a adesão de 39% dos credores, percentual que atende ao mínimo para fazer a solicitação. A Braskem agora dispõe de 90 dias para atingir o número necessário de 75% dos credores para a aprovação do plano de reestruturação. Cerca de 75% da dívida da empresa está em fundos estrangeiros como AllianceBernstein, Morgan Stanley, GMO, Invesco e JPMorgan, e o restante se divide em debêntures, CRAs e bancos locais.
O prazo de proteção contra execuções de credores, de 60 dias, encerrou-se nesta segunda-feira sem que um acordo de reestruturação das dívidas tivesse sido alcançado. O advogado especialista em direito empresarial Marcos von Mühlen classifica a recuperação extrajudicial como "um pedido de socorro", em declaração à Folha de S.Paulo, e aponta que a situação da companhia se agravou, indicando falhas gerenciais. A empresa enfrentou em Alagoas um passivo bilionário pelo afundamento do solo associado à exploração de Salgema, afetando 60 mil pessoas.
A CNN Brasil apurou que os bancos credores exigiram garantias envolvendo ativos da Braskem e a contratação de um empréstimo de US$ 700 milhões, proposta que a empresa recusou. O setor petroquímico atravessa um período desafiador, com excesso de oferta global, margens menores e demanda enfraquecida, o que levou o custo dos produtos vendidos da Braskem a consumir 96% da receita líquida.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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