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Brasil registra 50 mil mortes por ondas de calor em 20 anos

Entre os anos 2000 e 2020, os óbitos foram identificados em 14 regiões metropolitanas com dados do SUS.

Ilustração editorial: Brasil registra 50 mil mortes por ondas de calor em 20 anos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · fonte oficial

Ondas de calor causaram 50 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2020, segundo levantamento da professora Renata Libonati, do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os dados, baseados no Sistema Único de Saúde (SUS) de 14 regiões metropolitanas do país, indicam que as ondas de calor são um desastre "completamente negligenciado” no país.

A afirmação foi feita por Libonati, que também integra o Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM), durante o painel "O que esperar do El Niño", realizado nesta terça-feira (11) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo a pesquisadora, o número de mortes por calor é 20 vezes maior que o de óbitos por deslizamentos de terra no mesmo período.

Com a chegada de um novo El Niño, as ondas de calor podem se tornar mais frequentes e intensas, disseram os especialistas. O fenômeno climático altera a circulação dos ventos e o clima em todo o planeta, devendo fazer com que 2026 registre temperaturas excepcionalmente altas. "Temos um contexto de mudança climática com um acoplamento maior entre seca, fogo e ondas de calor”, afirmou Libonati.

Os pesquisadores Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), também participaram do painel. Marengo ressaltou que os efeitos do El Niño não serão uniformes em todo o território nacional, impactando de formas distintas as regiões Sul (aumento de chuvas), Norte e Nordeste (redução de chuvas), e Centro-Oeste (atraso no início da estação chuvosa).

Fonte: Agência Brasil

Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.