Brasil diminui diferença em Pisa 2025 com piora global de notas
Enquanto países desenvolvidos registraram o menor desempenho histórico, estudantes brasileiros mantiveram os resultados de 2022.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indicam que o Brasil diminuiu a diferença em relação aos países desenvolvidos, apesar de o desempenho brasileiro ter se mantido estável. A redução da distância ocorreu em um cenário de queda “sem precedentes” nas médias de leitura, matemática e ciências entre os países-membros da OCDE, segundo o relatório da organização.
O desempenho dos estudantes de 15 anos nos países da OCDE foi o menor já registrado nas três áreas avaliadas pelo Pisa 2025. Em matemática, por exemplo, a média da OCDE caiu 32 pontos desde 2006, chegando a 469 pontos, enquanto em leitura e ciências as quedas foram de 29 e 17 pontos, respectivamente, para médias de 466 e 486. De acordo com a OCDE, uma variação de 20 pontos representa a progressão de um ano inteiro de aprendizagem.
No Brasil, os 30.140 estudantes avaliados obtiveram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Esses números, estáveis em relação à edição de 2022, representam uma melhora na distância para a média da OCDE ao longo de quase duas décadas. Em matemática, a diferença diminuiu de 131 para 92 pontos entre 2006 e 2025, enquanto em leitura e ciências as reduções foram de 44 e 36 pontos, respectivamente. A avaliação foi aplicada no país pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC).
O Brasil participou do nono ciclo da avaliação do Pisa com foco em letramento científico e registrou recuperação após a pandemia de covid-19 superior à média da OCDE. Entre 2018 e 2025, o país superou o desempenho pré-pandemia em ciências e teve perdas menores que a média da OCDE em leitura e matemática.
Fontes: Agência Brasil · Folha de S.Paulo
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