Brasil avalia reciprocidade tarifária com EUA com cautela, diz Durigan
Medida pode impactar exportações, e Ministério da Fazenda ouvirá empresários antes de decidir sobre aplicação.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (14), em Brasília, que a avaliação sobre a aplicação de reciprocidade tarifária aos Estados Unidos ocorrerá com "muita cautela e responsabilidade", após o governo brasileiro iniciar formalmente o processo na quinta-feira (13).
O objetivo é colher a percepção de empresas brasileiras e estrangeiras sobre os impactos das medidas comerciais adotadas. "Como percebemos que o mundo é fechado, o primeiro impacto é colher, em especial do empresariado brasileiro e do exterior, quais os impactos", declarou Durigan.
A Lei da Reciprocidade, aprovada no Congresso em 2025, permite ao Brasil adotar contramedidas proporcionais a barreiras comerciais consideradas injustificadas. Em julho, o governo norte-americano impôs uma nova alíquota de 25% sobre produtos brasileiros, que afeta 18% das exportações ao país, e outra de 12,5% por suposta leniência no combate a produtos de trabalho escravo, chegando a 37,5% para certas mercadorias.
Nesta mesma sexta-feira, o Ministério da Fazenda autorizou cinco operações de crédito para estados, somando valores bilionários, com participação de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco. A maior delas, de R$ 5,4 bilhões, é destinada a São Paulo para projetos de metrô, mobilidade urbana e travessia hídrica, contratada com o Banco do Brasil.
Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil
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