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Avalanche no Nepal e Tibete mata 273; 1.300 seguem sumidos

Colapso de geleira na fronteira de Nepal e Tibete provocou desastre nesta quarta-feira.

Ilustração editorial: Avalanche no Nepal e Tibete mata 273; 1.300 seguem sumidos
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Uma avalanche de gelo e rochas na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, matou 273 pessoas e deixou mais de 1.300 desaparecidas até esta quinta-feira (27), conforme autoridades dos dois países. Equipes de resgate avançam com dificuldade em meio à lama e escombros que cobrem povoados inteiros na região do Himalaia.

O desastre teve início na quarta-feira (26) com o colapso de uma geleira, que atingiu um rio e provocou uma enorme enxurrada de água e detritos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou a violência do impacto como um "evento sísmico" de magnitude 5,2.

No Nepal, 270 mortes e 823 desaparecimentos foram confirmados. Entre os sumidos estão 517 estrangeiros, incluindo 178 indianos, 65 americanos e 33 britânicos. A Espanha informou que quatro de seus cidadãos não foram localizados. No Tibete, a imprensa estatal chinesa contabilizou três mortos e 558 desaparecidos, com 260 estrangeiros.

Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram danificadas. As equipes de resgate, incluindo o Exército nepalês, realizam sobrevoos para acessar as áreas isoladas e resgatar sobreviventes. Há, ainda, um alerta para o risco de uma segunda inundação: "Como ainda há um bloqueio na parte alta do rio fronteiriço entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que pode acontecer uma segunda inundação", afirmou Qianggong Zhang, diretor do ICIMOD, à agência AFP.

Fontes: g1 · Folha de S.Paulo