Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem avanço
Negociações envolvendo R$ 6,6 bilhões para cobrir rombo do Banco de Brasília com Banco Master seguem entre as partes.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma audiência de mediação realizada nesta quinta-feira (13) pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), não avançou para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O objetivo é cobrir parte do prejuízo causado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
As negociações entre as partes envolvidas, incluindo o Governo do Distrito Federal (GDF) e a União, continuarão. O impasse envolve as regras para um eventual calote do GDF e a viabilidade do plano de negócios do BRB. Bancos que integram o FGC manifestam preocupação com a segurança de acesso a recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em caso de inadimplência.
A governadora Celina Leão ressaltou durante a audiência que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não diretamente ao banco. Ela reconheceu que o balanço financeiro do BRB não foi divulgado após a investigação do caso Master, mas garantiu que todas as informações foram enviadas ao FGC. Segundo a governadora, "o banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco sólido. É um banco que sobreviveu com liquidez”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, presente na reunião, reiterou que a União não será avalista do empréstimo. Durigan afirmou que, embora o BRB seja um banco sólido, enfrentou um "problema grave" que não foi gerado pela União. Ele destacou, contudo, que o governo federal atuou de forma proativa, sugerindo soluções e participando ativamente da mediação. O empréstimo é uma exigência do Banco Central para recompor as contas do BRB.
Fontes: Agência Brasil · CNN Brasil
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