Ataques israelenses matam 4 pessoas no sul do Líbano
Entre as vítimas de domingo (6) estão duas mulheres; o Líbano pede ajuda dos EUA para conter a escalada.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Ataques israelenses mataram quatro pessoas, incluindo duas mulheres, no sul do Líbano neste domingo (6), informou o Ministério da Saúde libanês. Tel Aviv afirmou que os bombardeios foram uma retaliação a uma ofensiva de drones do Hezbollah contra áreas ocupadas por suas tropas.
Dois homens morreram em uma cidade na periferia da área ocupada por Israel, enquanto as duas mulheres foram mortas em Arab Salim, ao norte da zona de segurança. O Exército de Israel emitiu um alerta de retirada pela internet às 6h do horário local para áreas próximas a um edifício em Arab Salim, que seria alvo por, segundo o governo, estar sendo usado pelo Hezbollah. O Exército israelense declarou que seus alvos incluíam instalações de armazenamento de armas do Hezbollah e um centro de comando dentro de um edifício que já foi um hospital.
O gabinete do presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou os ataques como uma "escalada perigosa" contra "administrações exclusivamente civis e centros de saúde". O governo libanês disse que os bombardeios destruíram um hospital e danificaram um prédio do Ministério das Finanças. Israel, por sua vez, garantiu ter utilizado munições de precisão e vigilância aérea para reduzir os danos à população civil.
Em nota, o gabinete presidencial libanês afirmou que "o presidente Aoun responsabilizou integralmente o lado israelense por essa escalada contínua, pedindo aos Estados Unidos e à comunidade internacional que tomem medidas imediatas para interromper essas violações e responsabilizar os autores". Na sexta-feira (4), quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em outros ataques israelenses na região, que Tel Aviv justificou como tendo como alvo depósitos de armas do Hezbollah.
Fontes: Folha de S.Paulo · UOL
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
QUER IR MAIS FUNDO?
→ E-books sobre Geopolítica