Ataques antivacina em redes sociais geram reação positiva à imunização
Levantamento da Torabit mostra 65,8% das publicações com posição definida a favor das vacinas entre 3 e 10 de agosto.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
Uma nova onda de ataques antivacina promovida por políticos de direita ampliou o debate sobre imunização nas redes sociais e foi seguida por uma reação favorável à vacinação, de acordo com levantamento da plataforma de monitoramento digital Torabit obtido pela BBC News Brasil. A pesquisa analisou 93.755 publicações no X, Facebook, Instagram e Bluesky com o termo "vacina" entre 3 e 10 de agosto.
No período, 54,4% das publicações foram classificadas como pró-vacina e 28,3% como antivacina. As demais publicações, 9,4%, não tiveram classificação definida e 7,9% foram consideradas informativas. Considerando apenas as postagens que assumiram uma posição sobre o tema, 65,8% manifestaram-se a favor da vacinação e 34,2% contrariamente, conforme a análise.
O aumento da discussão ocorreu em um cenário que inclui declarações de políticos brasileiros, um surto de sarampo em São Paulo, com 23 dos 24 casos do país identificados no estado, e um debate similar nos Estados Unidos. Lá, a audiência do imunologista Anthony Fauci no Senado, em 29 de julho, reacendeu acusações da direita americana sobre sua atuação na pandemia de Covid-19, embora não tenha surgido "nova evidência que alterasse as conclusões científicas estabelecidas sobre vacinas ou a origem da Covid-19", segundo a Folha de S.Paulo.
Em 10 de agosto, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva reduzindo de 18 para 11 o número de doenças para as quais a vacinação infantil é universalmente recomendada, redefinindo outras vacinas para grupos específicos ou decisão conjunta.
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
Este conteúdo não substitui orientação médica individual. Em caso de dúvida, procure um serviço de saúde.
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