Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte no Cairo
Ela e outros 11 réus receberam a sentença por enforcamento, em caso que envolve tráfico e fabricação de drogas.
Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes
A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, 39, foi condenada à morte por enforcamento nesta terça-feira (5) por um tribunal do Cairo. Outros 11 réus também receberam a mesma sentença em um processo que envolve fabricação e tráfico ilegal de drogas, segundo noticiou a Folha de S.Paulo.
Sarah Khalifa é conhecida no Egito por apresentar o programa de TV "Missão Impossível", que abordava questões criminais. Ela nega as acusações, afirmando ao jornal estatal Akhbar al-Youm que nunca havia visto drogas até ser fotografada com elas nas instalações da autoridade antidrogas.
A sentença foi confirmada um mês após a decisão inicial, depois que o tribunal obteve um parecer religioso do grão-mufti do Egito, uma exigência legal em casos de pena de morte. O jornal estatal al-Ahram informou que os réus faziam parte de uma quadrilha que importava ingredientes para fabricação de narcóticos e possuíam armas de fogo e munições ilegais. As autoridades apreenderam mais de 750 kg de narcóticos e matérias-primas durante a operação. Nove outros réus foram condenados à prisão perpétua, e sete foram absolvidos.
O advogado de Khalifa informou que ela irá recorrer da sentença. Um relatório da Anistia Internacional de 2025 registrou 492 condenações à morte no Egito naquele ano, com 23 execuções. O documento destaca que o tráfico de drogas é um dos "crimes que não configuram 'homicídio intencional', para os quais o uso da pena de morte deve ser restringido de acordo com o direito e as normas internacionais".
Fontes: Folha de S.Paulo · BBC News Brasil
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