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Acionistas do BRB autorizam ações contra ex-administradores

A decisão visa responsabilizar os envolvidos em prejuízos decorrentes de operações com Banco Master e Reag Investimentos.

Ilustração editorial: Acionistas do BRB autorizam ações contra ex-administradores
Ilustração editorial gerada por IA · Ateliê Visual Xaplin

Factual · Plantão Xaplin · checado em 2 fontes independentes

Os acionistas do BRB (Banco de Brasília) autorizaram na manhã desta segunda-feira (24) o ajuizamento de medidas de responsabilização civil contra ex-administradores. A decisão, tomada em Assembleia Geral Extraordinária, permite que o banco acione judicialmente aqueles identificados como responsáveis por prejuízos em operações financeiras com o Banco Master e a Reag Investimentos.

A medida é um rito procedimental essencial para que as apurações de responsabilidade, conduzidas pela Polícia Federal e demais órgãos investigativos, tenham continuidade, conforme nota do BRB. A instituição financeira afirmou que a ação "reforça o compromisso do BRB com a transparência, a governança e a defesa dos interesses dos acionistas, visando ao eventual ressarcimento de danos ao patrimônio da instituição".

O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, está preso preventivamente desde 16 de abril, investigado pela Polícia Federal por negociar o recebimento de R$ 140 milhões em imóveis de luxo como propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB. A Polícia Federal solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) mais 60 dias para concluir o inquérito que apura a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e disse ter encontrado suspeitas sobre mais diretores do BRB na semana passada.

Investigações apontam que o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do Banco Master, com o Banco Central estimando que o montante necessário para a instituição cobrir as perdas pode atingir R$ 5 bilhões. Para avaliar a real condição do BRB, uma auditoria foi conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll, e o relatório final enviado à Polícia Federal para a adoção de "eventuais medidas cabíveis".

Fontes: Folha de S.Paulo · CNN Brasil