O Ombudsman — Transparência é a Nossa Moeda
O Ombudsman do Xaplin existe para garantir que o jornalismo que fazemos é digno do leitor que temos.
O ombudsman existe para uma função desconfortável: dizer ao jornal o que o jornal não quer ouvir. É o leitor dentro da redação — ou, mais precisamente, a consciência profissional que opera independentemente da linha editorial, da direção comercial e do ego dos jornalistas. Se isso parece uma posição ingrata, é porque é.
O que o ombudsman faz
Recebe críticas dos leitores. Investiga reclamações sobre erros factuais, vieses editoriais, representações inadequadas e omissões significativas. Publica, periodicamente, uma coluna avaliando a cobertura da Xaplin — elogiando o que funcionou e criticando, publicamente, o que não funcionou. A coluna do ombudsman não é revisada pela redação antes da publicação. É prerrogativa — e é o que garante a independência.
Por que a Xaplin tem ombudsman
Porque transparência não é slogan — é prática. E a prática exige um mecanismo de autocrítica institucionalizado. Jornais que se autocorrigem em silêncio não são transparentes; são envergonhados. Jornais que publicam suas correções, reconhecem seus erros e convidam o leitor a participar do processo editorial são, genuinamente, dignos da confiança que pedem.
"O bom jornalismo não é o que nunca erra. É o que erra, reconhece e corrige — em público, com nome e endereço."
Como entrar em contato
O leitor pode enviar críticas, sugestões e reclamações diretamente ao ombudsman pelo e-mail ombudsman@xaplin.com.br. Todas as mensagens são lidas. Nem todas serão respondidas individualmente, mas todas serão consideradas na avaliação periódica da cobertura.
O compromisso é simples: ouvir quem nos lê, prestar contas de quem somos e merecer, a cada edição, a confiança que o leitor nos deposita. Se não merecermos, o ombudsman será o primeiro a dizer.
Sebastião Leal é jornalista há 38 anos, foi editor-chefe do Correio Braziliense e professor de ética jornalística na UnB.