Rossi aponta agressão de auxiliar do Bragantino a jogador do Flamengo

O árbitro Wagner Rossi interrompeu a partida entre Bragantino e Flamengo por quatro minutos após relatar agressão física de um auxiliar técnico do...

Banca de Jornal — Esportes
Partida de futebol em estádio brasileiro
Foto: Jannik Skorna / Unsplash

O árbitro Wagner Rossi interrompeu a partida entre Bragantino e Flamengo por quatro minutos após relatar agressão física de um auxiliar técnico do time paulista contra o atacante rubro-negro Bruno Henrique. O episódio, registrado aos 32 minutos do segundo tempo, pode resultar em punição exemplar do STJD.

O que aconteceu

Segundo a súmula de Rossi — documento ao qual a Xaplin teve acesso — o auxiliar técnico Marcos Vinícius Santos "desferiu tapa na região da nuca" de Bruno Henrique quando o jogador se aproximou do banco de reservas do Bragantino para cobrar lateral. Câmeras do Premiere captaram o momento, embora o ângulo principal tenha sido parcialmente obstruído por um gandula.

O auxiliar foi expulso imediatamente. Bruno Henrique permaneceu no gramado, mas precisou de atendimento médico por "tontura leve", segundo o departamento médico do Flamengo.

A versão do Bragantino

O clube paulista divulgou nota em que "repudia qualquer forma de violência" e informou que o auxiliar Marcos Vinícius foi afastado de suas funções até a conclusão do processo disciplinar. O técnico do Bragantino, em coletiva, disse não ter visto o lance e que "confia na versão de seu auxiliar".

"O que aconteceu é inaceitável. Não importa o contexto do jogo, nenhum membro de comissão técnica pode agredir um atleta. Isso é crime, não é futebol." — Diego Ribas, comentarista e ex-jogador do Flamengo

Precedentes no STJD

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva prevê suspensão de 6 a 12 partidas para agressão física praticada por membros de comissão técnica (artigo 254-A do CBJD). Em casos considerados graves, a pena pode incluir eliminação do campeonato — embora essa medida extrema nunca tenha sido aplicada por agressão isolada.

O caso mais recente envolvendo comissão técnica foi o do preparador físico do Atlético-MG, punido com oito jogos em 2023 por empurrar um gandula. A diferença, segundo advogados esportivos ouvidos pela Xaplin, é que "tapa na nuca configura lesão corporal leve no Código Penal, o que eleva a gravidade no âmbito desportivo".

Bruno Henrique pode processar?

Sim. Além da esfera desportiva, Bruno Henrique pode registrar boletim de ocorrência por lesão corporal (artigo 129 do Código Penal) e mover ação cível por danos morais. O advogado do jogador, consultado pela reportagem, disse que "todas as opções estão sendo avaliadas".

O Flamengo, por sua vez, já anunciou que enviará representação formal ao STJD pedindo "punição rigorosa" e incluirá o lance no recurso contra a arbitragem — o clube também reclama de um pênalti não marcado no primeiro tempo.

Redação Banca de Jornal · Xaplin