Dona Carmem e o preço das coisas simples
Filosofia de Ponto de Ônibus Dona Carmem olhou para o pão francês na mão e suspirou. — Quando eu era menina, um pão custava o que custava.
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Filosofia de Ponto de Ônibus
Dona Carmem olhou para o pão francês na mão e suspirou.
— Quando eu era menina, um pão custava o que custava. Hoje custa uma reflexão existencial. Cada ida à padaria é uma aula de economia. Cada troco é uma surpresa.
Mordeu o pão devagar, como quem saboreia um protesto silencioso.
— Sabe o que é luxo de verdade? Comer sem calcular. Isso acabou. Agora até o café da manhã é uma decisão financeira.
Dona Carmem, ponto de ônibus da Rua do Riachuelo, 7h14.
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