Copa do Mundo 2026: FIFA divulga calendário completo

O Brasil estreia no dia 12 de junho, em Houston (Texas), contra a Sérvia.

Esportes — Copa do Mundo 2026

A FIFA divulgou nesta semana o calendário completo da Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções e 104 jogos. O Brasil estreia no dia 12 de junho, em Houston (Texas), contra a Sérvia. O segundo jogo será contra a Suíça, no dia 17, em Nova York. E o terceiro, contra Camarões, no dia 22, em Los Angeles.

O formato expandido

Com 48 seleções (contra 32 nas edições anteriores), a Copa de 2026 terá 12 grupos de 4 equipes. Os dois primeiros de cada grupo avançam, mais os 8 melhores terceiros colocados — totalizando 32 classificados para as oitavas de final. O torneio começa em 11 de junho e a final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova York.

A expansão foi criticada por diluir a qualidade, mas os organizadores argumentam que ela democratiza o acesso: 16 seleções farão sua estreia em Copas, incluindo representantes da Oceania, Ásia Central e Caribe. Para o Brasil, o impacto prático é um grupo potencialmente mais acessível — mas com a armadilha de que a fase de grupos agora tem menos margem de erro.

O grupo do Brasil

Sérvia: Liderada por Dušan Vlahović (Juventus) e Aleksandar Mitrović (Al-Hilal), é uma seleção física, organizada e perigosa em bola parada. Eliminou Portugal nos playoffs europeus e chega com moral alto.

Suíça: A seleção que ninguém quer enfrentar. Sem estrelas, mas sem furos. Xhaka (Leverkusen) comanda o meio-campo com precisão suíça (sem trocadilho). Eliminaram a Itália na Eurocopa 2024 e o Brasil lembra da derrota em 2022.

Camarões: Imprevisíveis por definição. A geração atual é menos talentosa que a de Eto'o, mas o DNA competitivo permanece. Em Copas, a África sempre produz surpresas — e Camarões é o país que mais vezes surpreendeu.

"O grupo é acessível no papel. Mas papel não joga futebol — e o Brasil aprendeu da pior forma que acessibilidade em Copa é ilusão."

Logística: os EUA como sede

A Copa de 2026 será disputada em 16 cidades dos EUA, 3 do México e 2 do Canadá. As distâncias são continentais: de Houston a Nova York são 2.600 km (3h30 de voo). De Nova York a Los Angeles, 4.000 km. Os jogadores enfrentarão fusos horários diferentes, climas diferentes e deslocamentos que, em Copas europeias, simplesmente não existem.

Para o torcedor brasileiro, a logística é igualmente desafiadora. Voos diretos de São Paulo a Houston custam, em média, R$ 8.500 (ida e volta) em abril de 2026. Hospedagem em Houston, durante a Copa, parte de US$ 250/noite. O pacote completo para acompanhar os três jogos do grupo está estimado entre R$ 25 mil e R$ 40 mil — um luxo que poucos brasileiros podem pagar, mas que muitos vão tentar.

Redação Xaplin