Os 10 atletas brasileiros para ficar de olho nas Olimpíadas

Marcos Tibúrcio lista os 10 brasileiros com potencial de medalha em Los Angeles 2028.

Coluna Marcos Tibúrcio — Esportes

As Olimpíadas de Los Angeles 2028 estão a dois anos de distância, mas o ciclo olímpico já começou. Para o Brasil, que viveu em Paris 2024 a melhor campanha da história (com 20 medalhas), a expectativa é de consolidação. Mas expectativa não ganha medalha — preparação sim. Aqui estão os 10 atletas que merecem seu radar desde já.

1. Rebeca Andrade — Ginástica Artística

A maior atleta olímpica da história do Brasil. Quatro medalhas em Paris (2 ouros, 1 prata, 1 bronze). Terá 29 anos em LA — idade limite para a ginástica, mas Rebeca já provou que limites são sugestões. Se o corpo aguentar, é candidata a repetir a dose.

2. Beatriz Souza — Judô (+78kg)

Ouro em Paris com 26 anos. Dominante na categoria, com potencial para chegar a LA como número 1 do ranking mundial. O judô brasileiro tem tradição olímpica — Beatriz pode ser a continuação de Rafaela Silva e Sarah Menezes.

3. Isaquias Queiroz — Canoagem

Quatro medalhas olímpicas em três Jogos. O maior canoísta das Américas. Terá 34 anos em LA, mas a canoagem permite longevidade. Se mantiver a intensidade, é candidato a uma quinta medalha — feito inédito para o Brasil.

4. Rayssa Leal — Skate Street

Medalhista de prata em Tóquio 2020 com 13 anos. Bronze em Paris com 16. Em LA terá 18 — a idade perfeita para o skate, com maturidade técnica e explosão física. Atual número 1 do ranking mundial.

5. Alison dos Santos (Piu) — Atletismo 400m com barreiras

Bronze em Tóquio, quarto em Paris (por 0,07s). Tem potencial para ser o primeiro brasileiro campeão olímpico no atletismo de pista desde Joaquim Cruz em 1984. A distância de LA é sua próxima chance — e talvez a melhor.

6. Ana Patrícia/Duda — Vôlei de Praia

Ouro em Paris. A dupla mais dominante do circuito mundial. Se se mantiverem juntas, são favoritas absolutas em LA. O vôlei de praia brasileiro tem DNA olímpico — elas são a geração atual dessa linhagem.

7. Gabriel Medina — Surfe

Bronze em Paris, após superar crise de saúde mental que quase encerrou sua carreira. O surfe em LA será em Teahupo'o, no Taiti — a onda mais perigosa do circuito. Medina é um dos poucos que surfa Teahupo'o em nível olímpico.

8. Caio Bonfim — Atletismo Marcha

Prata nos 20km em Paris — a primeira medalha do Brasil na marcha atlética. Consistente, dedicado, subestimado. Em LA, aos 34 anos, pode completar o ciclo com ouro.

9. Hugo Calderano — Tênis de Mesa

Semifinalista em Paris — melhor resultado da história do Brasil. Top 5 do ranking mundial. O tênis de mesa é dominado por chineses, mas Calderano tem o nível técnico para furar o bloqueio em um bom dia.

10. Endrick — Futebol

A grande promessa. Em LA terá 22 anos — a idade ideal para o futebol olímpico (sub-23 + 3 acima). Se o Real Madrid liberá-lo (e é um grande "se"), Endrick pode liderar a seleção olímpica ao ouro que faltou em Paris.

"O Brasil é potência olímpica. Não pela tradição — que é recente — mas pelo talento que insiste em brotar apesar de tudo."
Marcos Tibúrcio é colunista de Esportes da Xaplin